[F] Bastet de Esfinge

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[F] Bastet de Esfinge

Mensagem por Bastet de Esfinge em Dom Abr 19, 2015 11:34 am



Nome; Bastet Laguna (a.k.a. Bast).
Idade; 26 anos.
Sexo; Feminino.
Signo; Pisciana com ascendência em Escorpião.
Reino; Submundo de Hades.
Veste; Sapuris de Esfinge.

Características Psicológicas; Dotada de incrível sensibilidade intuitiva para analisar pessoas, esta característica impulsionou sua carreira artística por saber exatamente a quem deveria agradar ou não. Conhecida por sua teimosia, é extremamente difícil de fazê-la dar o braço a torcer. Possui um talento natural para a música, sua mente parece trabalhar numa freqüência diferente dos outros enxergando harmonia e ritmo nas coisas mais simples. É sonhadora e ambiciosa, sabe o que quer e não permite que entrem em seu caminho. No campo amoroso, dedica-se inteiramente ao outro por sua natureza sensível e romântica. Porém, pela forma com que seu casamento fora arruinado não se vê capaz de relacionar-se com outrem da mesma forma. Passou a ver as pessoas com certa frieza, sem a mínima pretensão de ter uma interação que ultrapasse o físico. Sua ascendência em Escorpião a torna deveras “polarizada” no momento de julgar alguém; ou ama, ou odeia. Esse extremismo eventualmente a coloca em situações perigosas, pois até entre os seus aliados costuma fazer inimizades. Sendo uma filha das artes, geralmente comunica-se de forma um pouco onírica repleta de simbolismos e mensagens entrelinhas.
Como guerreira, despertou um lado um pouco mais rígido de si. Procura ser eficiente e implacável a todo o momento, utilizando-se da Harpa de sua Estrela e a benção do Panteão Egípcio é capaz de julgar e eliminar adversários em pouco tempo. Utiliza seus instintos musicais para dançar com o adversário e manter-se afastada dada a sua fragilidade no combate físico. Sabe obedecer a ordens, mas executá-las somente a seu tempo, pois odeia sentir-se pressionada. Não costuma afeiçoar-se com inimigos, mas quando isso ocorre é capaz de ter a misericórdia inesperada vinda de uma guerreira de Hades.

Características Físicas; A primeira coisa a se notar ao deparar-se com Bastet são seus imensos cachos. Negros como o céu noturno, são metodicamente tratados pela amazona que se orgulha de suas madeixas. Mechas pendem pelas maçãs de seu rosto e ombros, e tem seu fim pouco depois de sua cintura. Sua pele alva ajuda a destacar os lábios carnudos, que projetam uma voz melódica digna da artista que fora antes de ingressar ao exército dos mortos. Os olhos penetrantes costumam intimidar até o mais rude dos homens, sua escuridão parece penetrar o intimo daqueles sobre os quais pousam. Sua silhueta assemelha-se a uma ampulheta, que fora acentuada pelos espartilhos pequeníssimos que costumava usar em suas performances. A vaidosa pisciana mesmo tornando-se uma guerreira manteve o hábito de manter suas unhas afiadas como lâminas, sempre com tons escuros para enfeitá-la.

Habilidades;

Técnicas;

História; O gosto de ferro inundava minha boca. Assim que a nuvem de poeira se acalmou, tratei de analisar a minha situação já abraçando a idéia de que esse era o fim. Um único feixe de luz penetrava o salão imenso, e este vinha exatamente da cratera que me jogara aqui. Esticar o pescoço foi brutal, uma intensa e aguda dor se mostrou presente nesse simples movimento o que só agravou o sangramento interno que já não se continha em meus lábios e escorria até a clavícula. Tentei ver o que acontecia na parte de baixo do corpo, pois já não sentia minhas pernas. Na penumbra, só era capaz de distinguir figuras disformes e retorcidas; na altura de onde deveria estar o joelho direito uma protuberância esbranquiçada prendeu meu olhar. Um osso. Ainda me era confuso como tudo aconteceu, simplesmente não estava preparada. Já havia percorrido essas câmaras inúmeras vezes na companhia de Romero, mas da única vez que resolvi vir sozinha...
                 Se houvesse ar em meus pulmões, certamente soltaria um longo suspiro a essa hora. Não havia muito que fazer agora a não ser esperar o amargo abraço da derrota. Dizem que no momento da morte, toda a sua vida passa diante de seus olhos. Esperei por um tempo este tal fenômeno acontecer espontaneamente, mas decidi começar a relembrar de meus passos por iniciativa própria; a morte não parecia tão próxima assim.
                 A memória mais antiga que me veio à mente fez-me esboçar um sorriso bobo. Com aproximadamente seis anos, corria por um jardim de margaridas trajando um pequenino vestido azul celeste. Atrás de mim estava um homem barbudo, com um semblante descontraído por trás dos óculos arredondados. Meu pai. Como amava aquele homem. Herdeiro de uma importante família espanhola, dedicou sua vida aos estudos e tornou-se um grande historiador reconhecido entre os acadêmicos. Apesar de passar longas horas trancado em seu escritório, sempre tirava algum tempo diário para brincar comigo. Quando passei receber estudo em casa às vezes ele me permitia fazer minhas lições no escritório com ele, sob a condição de me comportar. O cheiro de tabaco e licores era forte, e animais empalhados ornamentavam todo o recinto que tinha um ar meio mórbido inclusive. Minha mãe faleceu quando eu ainda era muito nova, então não sabia muito sobre ela. Porém, recordo que às vezes quando meu pai bebia muito, costumava me olhar com certa melancolia. Eu sempre fui muito parecida com ela. Ele nada dizia, mas eu sempre tive certeza. Os mesmos cachos negros, sorriso franco e olhar audacioso. Foi por volta dessa idade que passei a me interessar pela música. Meu pai tinha um piano, então me ensinou a cantar e tocar junto a ele sob a luz de inúmeras velas.
                 Tive uma infância feliz, apesar da extrema solidão. Nascer em uma família privilegiada ajudou muito, de fato. Mas tudo mudou na véspera do meu aniversário de dezessete anos. Em uma fração de hora, meu mundo girou cento e oitenta graus. Após uma parada cardiorrespiratória, Julien Laguna morreu deixando toda a herança para mim. Órfã, tive de passar um ano sob a tutela de uma tia distante até chegar à maioridade. Foi um ano terrível. Como já estava um pouco mais esperta consegui esquivar-me das tentativas daquela víbora de tomar os bens de meu pai. Com dezoito anos utilizei parte do dinheiro para alavancar minha carreira musical. Foi árduo no começo, mas aos poucos fui conquistando espaço entre os principais bares de Madri e aos vinte e dois anos atingi o meu auge fazendo performances em ginásios para algumas centenas de pessoas.
                 A energia recebida do público era ótima, mas foram anos ainda mais solitários. Não havia ninguém em quem pudesse confiar sem ter meu íntimo exposto para a mídia. Decidi então afastar-me um pouco do palco e viajar. Visitei diversas cidades européias e uma parte da Rússia, mas foi uma curta viagem até o Cairo que mudaria meu rumo. Pelas ruas ensolaradas, me divertia visitando monumentos gigantescos criados pelo antigo Egito. Conhecia muito da cultura local, meu pai como historiador especializado em civilizações antigas era fascinado pelo Egito. Bem, acho que dá para perceber por meu nome. É uma homenagem a Bastet a deusa lunar protetora do lar e que comumente era representada com uma harpa. Mas foi na visita ao famoso Obelisco que o conheci. Romero Orn, um arqueólogo inglês de madeixas finas e louras. Assemelhava-se a meu pai por seus óculos e espessa barba. A troca de olhares foi intensa e em pouco tempo estávamos juntos.
                 Nosso relacionamento durou muito mais que o esperado. Ele era calmo e gentil, mas um amante ardente. Estava em uma escavação na cidade do Cairo então resolvi me instalar ali também. Visitamos juntos diversas cidades próximas e de alguns outros países africanos, e tivemos incríveis experiências conhecendo aquela riqueza cultural. Romero sempre me levava para ver o seu trabalho de campo, e sempre me era gratificante. “Mas veja só no que levou...”. E foi em uma visita inesperada que me perdi sozinha dentro das catacumbas. O chão cedeu sob meus pés e o resultado foi este. É incrível como o ser humano é uma criatura tão frágil.
                 Fechei os olhos, e esperei. Sentia um frio descomunal provavelmente provocado pela enorme perda de sangue. As memórias aos poucos ficavam turvas e nebulosas, e minha linha de raciocínio se perdia.  Certa sonolência me afligiu e quase pude sentir o abraço gélido da morte, até se subitamente arrastada para a realidade por um grito. Começou a uma distância considerável, mas fora aumentando gradativamente; a voz clamava o meu nome. “Romero... Ah não, não!” . Não possuía apreço o suficiente por minha vida, mas jamais me perdoaria se algo acontecesse a meu companheiro na tentativa de me encontrar. O desespero tomou conta de minhas ações a partir daí. Procurei reunir forças que me restavam para enviar algum tipo de sinal ao arqueólogo apaixonado. Abri os lábios para gritar e o esforço fez toda a garganta arder como se estivesse dilacerada (e provavelmente estava). O máximo que consegui com isso foram alguns grunhidos semelhantes ao de um animal sendo torturado e mais uma onda vermelha inundando meu torso.
                 Movi o pulso um pouco para a direita e tateei as rochas ali próximas atrás de alguma que pudesse ser atirada, talvez o barulho o fizesse chegar até lá em segurança. Mas nem ao menos meus braços pareciam querer obedecer-me. Pequenas lágrimas escorreram pelo meu rosto criando rastros entre a poeira e o sangue acumulados em minha pele, precisava fazer aquilo sem importar como. E de forma assim inesperada uma espécie de energia adormecida fluiu por todo o meu fragmentado corpo. Era como se estivesse em contato direto com o universo, em sintonia com estrelas e galáxias distantes. Isso me impulsionou a conseguir não só realizar o sinal que precisava, mas sim algo extremamente maior: meu corpo parecia flutuar e assim segurei a pedra entre meus dedos com toda a força que continha. E para a minha surpresa o rochedo simplesmente virou pó na palma de minha mão. Havia algo de diferente ali, nunca tivera aquele tipo de força anteriormente.
                 Aproveitei-me de tal força para erguer o punho e voltá-lo contra o piso em seguida. O impacto fora suficiente para abalar as colunas de sustentação mais próximas e iniciar a destruição de mais uma parte do teto. “Romero, apenas vá!” . Por mais que esta energia “mágica” que havia utilizado fosse incrível, esvaiu-se com rapidez graças ao estado em que meu corpo encontrava-se. Mais uma vez tornei-me estática, satisfeita pelo que conseguira fazer e pela voz de meu companheiro ter se distanciado.
                 Ali deitada entre rochedos, hieróglifos, poeira e sangue pensei estar sozinha. Mas um vulto ao canto dos olhos chamou minha atenção, pois não trouxe consigo ruído algum. Estando incapaz de falar procurei balbuciar algumas palavras, mas fora completamente inútil. O vulto aproximou-se sorrateiramente, e ao ficar entre meu corpo inutilizado e o feixe de luz do teto pude ver que trajava uma longa capa arroxeada. Seu rosto ainda mantinha-se uma incógnita, mas moveu-se para um lado e outro como se buscasse alguém ali dentro. Por fim uma voz grave preencheu a sala indicando que provavelmente tratava-se de um homem;
                — Jamais esperaria uma manifestação cósmica vindo de uma humana a beira da morte. — Apesar de não ver sua face tive certeza de que ele sorria ao dizer aquilo, e um frio percorreu minha espinha retorcida.
                 Ele aproximou-se ainda mais, tocando a ponta de meu queixo com a ponta de seus dedos longos e esbranquiçados. Sua pele era fria como a morte.
                — Vejo que tem algo diferente em você, um ardor incomum entre os de sua espécie. O que estaria disposta a oferecer em troca de uma segunda chance na vida? Uma segunda vida... Eterna?
                 “Não vou me submeter a isso, não desta forma” . Como se fosse capaz de ler meus pensamentos, ele emitiu uma gargalhada profunda e um tanto sádica.
                — É mesmo? E o que você acha que acontecerá com “ele” se me rejeitar? – Com isso, levantou o dedo indicador em direção ao teto. De início não entendi o que ele quis dizer com isso, mas logo liguei os pontos; Romero. De súbito, a aflição me deixou hesitante. Quem era aquele e porque ameaçava uma garota a beira da morte? Mas não poderia deixá-lo tomar também a vida de meu amado. Aquilo eu não permitiria jamais. “O que você quer de mim?” .
                — Sou apenas um humilde servo do Senhor da Morte, em busca de guerreiros qualificados para o seu exército. A Estrela Celeste Selvagem despertou então vim a esta cidade procurar o seu escolhido... — Aproximou-se ainda mais tocando a ferida em meu ombro fazendo uma linha viscosa brotar dali, e minhas feições retorcerem de dor. — No caso, escolhida.
                Não sabia exatamente o que ele queria dizer, mas a menção de “cosmo” fez me associar à estranha energia que havia despertado momentos atrás. Pareceu um nome apropriado, devido à sensação de ter todos os átomos de meu corpo em contato com a energia do universo.
                — A escolha é sua, humana. Uma alma será utilizada para despertar a Estrela, se não for a sua, será a dele.
                Poderia ser facilmente ser um blefe, mas aquilo fez meu coração se contrair. Não poderia fazer isso, não com Romero. Eu não possuo mais ambições nesta vida, mas ele sempre se mostrou empolgado com seu trabalho e falava por horas sobre as mil escavações que ainda pretende fazer. Sua alma vinculada a alguém tão sinistro como aquele a minha frente... Não poderia suportar. Antes mesmo de dar uma resposta, uma sombra se projetava do indivíduo saindo da abertura em que deveria estar seu rosto. Assim, de alguma forma, adormeci. Nunca soube exatamente o que ocorrera e como fui salva. Mas a partir daquele momento, Hades abençoou-me com um novo corpo e minhas vestes de humana já não existiam mais dando espaço para a sobrepeliz de Esfinge adornar meu corpo imortal. Meu corpo mortal provavelmente nunca seria encontrado, mas abracei o destino que escolhi em função de permitir meu amado a viver seus sonhos. Mesmo que eu não esteja mais ao seu lado.







Última edição por Bastet em Dom Abr 19, 2015 8:46 pm, editado 1 vez(es)

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Re: [F] Bastet de Esfinge

Mensagem por ADM Nachash de Mephisto em Dom Abr 19, 2015 9:01 pm

Feitas as modificações, agora posso dizer: Ficha totalmente Aprovada.

As alterações foram muito bem feitas e enriqueceram bastante. Bem vinda ao Hell.

As alterações:
Psicológico: Aprovado. Conseguiu desenvolver bem a parte psíquica de seu personagem. Foi detalhista e inovador, certamente está aprovado.

Aparência: Aprovado. Está ótima sua descrição, aliás, bastante inovadora como o que eu falei no psicológico. Porém, apenas esqueceu de acrescentar sua altura. Acho essa informação algo importante.

História: A forma como buscou contar sua História foi interessante, mas senti falta de um melhor desenvolvimento sobre ter despertado como estrela maligna de Hades. O que te dava um cosmo mais avantajado que outras pessoas a ponto de um pouco antes da morte, se transformar em espectro? Você precisa ao menos despertar o sexto sentido, o cosmo em si. Trabalhe melhor essa parte. Lembre-se que esfinge é de um rank mediano, exige um pouco mais de trabalho para o reino infernal colocar alguém como portadora desta Sapuris.
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