Ficha: Radamanthys de Wyvern

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Ficha: Radamanthys de Wyvern

Mensagem por Radamanthys de Wyvern em Sab Abr 11, 2015 3:06 am


Personagem

Nome: Tommy Cole / Radamanthys
Idade: 23
Sexo: Masculino
Signo/Estrela Maléfica: Sagitário/Estrela Celeste da Fúria
Veste: Sapuris de Wyvern



Aparência: Com aproximadamente cerca de 86kg bem distribuídos em uma estatura de 1 metro e 95 centímetros de altura, possui um corpo magro musculoso, com traços que dividem bem os seus músculos, graças ao seu intenso treinamento que se estendeu por toda sua vida, que também lhe deu uma capacidade física invejável e um porte de força aterrorizante. Possuindo olhos extremamente negros, preto ao máximo, ao encara-los é como mergulhar em uma profundeza sem fim de escuridão. Sua alvíssima pele realça seus cabelos curtos e arrepiados, que assim como seus olhos, possui um altíssimo tom negro. Suas sobrancelhas são redondas, ao contrário do tradicional portador da Sapuris de Wyvern, que possui as sobrancelhas “emendadas”. Quando não está usando sua Sapuris, o uso da regata preta prevalece (embora seja possível vê-lo usando jaquetas e moletons), acompanhada de uma calça jeans e um tênis comum. O preto é uma cor predominante em suas vestes.




Psicológico: Com uma forte personalidade, seu psicológico é uma verdadeira montanha russa. Desde seu nascimento, mostrou ter uma capacidade de aprendizado sem igual, o que implicou em uma criança mas inteligente que as demais. Durante sua infância até meados de sua adolescência, foi um garoto extrovertido, agitado e impaciente, o que levava-o várias vezes à agir no impulso. Um garoto que tinha facilidade em criar problemas e confusões (o que ele adorava), sem dúvidas era um jovem temperamental. Porém, sua personalidade foi alterando ao passar do tempo, conforme os acontecimentos em sua vida foram surgindo. E o que antes era um garoto problemático, virou um verdadeiro “monstro” impiedoso. Após sua adolescência, já era bem mais maduro, e ao ter o que considerava como família, assassinada, se afastou de tudo e todos, o que o conduziu a ser uma pessoa mais calma e cruel. Fruto de seu longo treinamento, obteve uma concentração inabalável como uma montanha, mas quando preciso possui a fúria de um Dragão, o que não pode ser nada bom para seu oponente. Orientado pela fúria pode acabar causando um desastre.

Hoje já dominado por sua estrela maléfica. Altivez, esperteza, frieza e arrogância, são os componentes que mais descrevem a pessoa que ele é. A pesar de tudo, não tem interesse em fazer mal à alguém sem motivo, mas para conseguir o que deseja, vê as pessoas como obstáculos que precisam ser retirados do caminho.  Tendo um grande nível de inteligência e raciocínio, procura a perfeição em cada ação que realiza, sendo intolerante a fracassos. De longe oque mais se destaca nele é a sua lealdade. Tendo uma grande admiração e respeito por Hades, e pelo fato do mesmo ter o “acolhido”, sua lealdade pelo Imperador do mundo dos mortos é incalculável. Porém, quando tem dúvidas sobre as decisões superiores, sua personalidade, nos mostra um espectro um tanto quanto mais agressivo e relativamente mais rebelde. Isso implica em ações impulsivas, como a desobediência às ordens de Hades. O impulso talvez se deva, ao seu forte comprometimento com o Imperador do Mundo dos Mortos, ou seja, seu intuito de protegê-lo e servi-lo é tão grande e fiel, que não quer que os planos de Hades sejam estragados.





História:

Obs: A história se passa séculos antes da trama principal


O Recomeço


Nascido em berço de ouro, Tommy é o único filho de uma família inglesa bilionária, a família Cole. Já aos 5 anos, se mostrava mais esperto que o padrão das crianças de sua idade. Desde que nasceu, Tommy esteve cercado por uma sociedade classe A. Porém, era muito indisciplinado, e como uma criança que não teve atenção o suficiente de seus pais que estavam ocupados demais para atendê-lo, Tommy desde sempre fez o que quis, como: Faltar à escola, arrumar confusão sempre que pudesse (talvez para chamar a atenção de seus pais, ou talvez pelo simples fato dele gostar disso), comprar o que lhe der na telha, entre muitas outras coisas. Seus pais sabiam que nada poderiam fazer para evitar, já que os mesmo não tinham tempo para disciplina-lo, então ambos decidiram fazer algo a respeito.

Já é noite na mansão, Sr e Sra. Cole estão tendo uma discussão sobre o futuro de seu filho, mas ambos não suspeitam que o mesmo está ouvindo tudo por trás da porta.
– ...Ele já foi expulso de 3 escolas esse ano, Holly. Se ele for expulso dessa que acabamos de matricula-lo, nem uma outra escola vai querer ele. Temos que fazer alguma coisa – Disse Sr. Cole para sua esposa, enquanto anda de um lado para outro roendo as unhas dentro de seu quarto.
– Eu sei, mas o que faremos?... – Deitada na cama, Sra. Cole tenta pensar em algo à respeito, mas nada lhe vem a mente.
– Eu não sei... - Falou com um tom de voz baixo enquanto se sentou na cama, onde sua esposa já estava deitada. - Espera! Acho que tive uma ideia.
– Que ideia? Com uma expressão de curiosidade em seu rosto, questionou seu marido.
– Sabe aquele meu amigo... O Shao?
– Sei, o Chinês? – Empolgada, respondeu rapidamente com seu jeito um pouco desajeitado.
– Não, Holly, Ele é Japonês!... – Já impaciente leva sua mão direita à testa, pelo fato da esposa ter se confundido.
– Ah tanto faz, mas o que tem ele?
– Acho que ele toparia cuidar do nosso filho por um tempo, e se tem alguém que pode disciplinar o Tommy, é o Shao. Além do mais, nós não temos tempo para isso.
– Tudo bem... Mas como você vai explicar isso para ele?
– Isso não importa.
– Humft... Idiotas! – Sussurrou consigo mesmo após ouvir a conversa de seus pais, logo seguiu em direção à seu quarto, com passos silenciosos e mãos por dentro dos bolsos da calça.
Na manhã seguinte, Sr. Cole e o filho, estão em seu jato particular, com destino ao Japão. Sem nem um diálogo, o silêncio absoluto do ambiente é quebrado pelo barulho das turbinas da aeronave. Tommy com sua cabeça encostada na vidraça da janela, observa quietamente as nuvens e o chão indo em bora. Até que Sr. Cole, que está ao seu lado lhe questiona: - Não vai perguntar pra onde estamos indo?
O garoto então com um olhar desviado para seu pai, o responde: - Pra que? Eu não tenho direito a voto.
A viagem segue seu caminho, e após a aeronave pousar na Grécia, Sr. Cole continua seu percurso. Agora em um veículo terrestre, ele dirige levando consigo seu filho, Tommy, até o alto de uma colina, onde está localizado o dojo do mestre Shao. Um homem já de idade, mas com uma capacidade física sem igual, mestre de artes maciais, sendo faixa preta em todas elas, e a cima de tudo, portador de um tremendo conhecimento sobre a cosmo energia. Porém, o que ninguém sabe sobre esse velho solitário, é que ele é o último vivo de uma linhagem fundadora de um estilo de luta feito para matar, estilo que ainda é usado por Shao, mas ao contrário dos antigos portadores de tal, ele desde sempre usou esse estilo para o bem (herdando isso de seu mestre).
Quando Sr. Cole e Tommy chegam no dojo, são recebidos com muita educação pelo mestre. Sr. Cole explicou sua situação para Shao e ele, como um velho e bom amigo, topou cuidar de seu filho por um período indeterminado. Após o termino da conversa entre os dois. Sr. Cole vai até Tommy para se despedir.
– ...Entendeu? O mestre Shao vai tomar conta de você por um tempo. Quanto a dinheiro você não precisa se preocupar, vou mandar uma quantia para você todo mês.
– Tá pai, já entendi, você não precisa repetir. Por mim eu nem estaria aqui!
– Então tudo bem, estou indo nessa. Se comporta! – Após tais palavras, Sr. Cole da dois tapinhas no ombro de seu filho e segue para dentro de seu carro, o ligando e indo de volta para a Inglaterra. Tommy viu que havia mais um garoto ali, aparentemente da sua idade, era o filho adotivo do mestre. Ele provavelmente iria causar alguma intriga com o pirralho, mas dessa vez não, Tommy sentiu um certo carisma pelo garoto, e então decidiu puxar assunto. Seria esse o início de uma grande amizade.


Um desafio pela frente


Desde que Tommy chegou ao dojo, passou a ser aprendiz do mestre Shao, treinando ao lado do filho dele. No começo Tommy decidiu treinar apenas para sair do grande tédio que era aquele lugar, mas ao decorrer do treinamento, passou a admirar artes maciais e se dedicou intensamente para dominar o seu cosmo, o que despertou em si, um grande espirito de luta, que o leva à sempre querer ficar mais poderoso. Tommy também percebeu que já não estava mais em casa. Shao o colocou sob regras rígidas e ele sentiu pela primeira vez a mão de ferro de um superior. Ele teve de treinar muito duro e não fazer corpo mole ou ele seria punido por isso. Porém ele achou um amigo. Um amigo que era diferente das pessoas em que ele conhecia. Esse garoto era silencioso, de poucas palavras, mas muito expressivo e generoso, uma espécie de amigo que todos gostariam de ter. Seu nome era Chan, o filho adotivo de Shao.
Em uma manhã tranquila e comum como todas as outras, se ouvem o canto dos pássaros e o vento que chacoalha as folhas das árvores. O Mestre e os seus mais novos aprendizes, estão reunidos no dojo para uma reunião sobre o treino e o futuro dos garotos.
– Bom... Por enquanto vocês já sabem o suficiente sobre o cosmo até aqui, mas para ser um guerreiro perfeito, ter o controle total de sua cosmo energia não é o bastante, é preciso ir além disso. Algum de vocês sabem o que é necessário? - Falou calmamente para seus aprendizes, com serenidade em seu tom de voz. E ao terminar sua frase questionando seus discípulos, não teve nenhuma resposta de ambos.
– Para ser um guerreiro perfeito, é preciso buscar um equilíbrio... Um equilíbrio entre o corpo, a alma e a mente. Isso não é nada fácil, será anos de dedicação, e preciso que vocês se esforcem, principalmente você Tommy – Olhando o garoto para quem estava dirigindo as palavras prossegue: - ...que é bastante agitado e impaciente. Porém você vem demonstrando um grande interesse e dedicação desde p começo de seu treinamento. Parabéns, sem dúvidas você tem capacidade para tal.
Anos se passaram, e os garotos continuavam com seu treinamento cada vez mais intenso conforme o tempo percorria. Praticando habilidades de sobrevivência, chegando a passar dias ou semanas somente os dois sozinhos nas florestas, ou até mesmo separados. Durante todo esse período, com foco e disciplina exercitando a paciência, Tommy já era um jovem mais maduro que o garoto rebelde de antes, mas ainda sim, continua impulsivo e desobediente. Com agora 13 anos de idade, despertou já possuía um ótimo controle de seu cosmo,  junto com seu amigo Chan. Porém, Tommy possui algo diferente dentro de si, algo que o mestre Shao viu assim que ele chegou no dojo. Uma espécie de força maligna que está adormecida em sua alma, mas que pode acordar a qualquer momento. Desde então Shao tenta afasta-lo do caminho do mal com seus treinos. Em uma tarde qualquer, Tommy e Chan estavam pescando juntos em um rio próximo de casa. Quando ambos voltam para o dojo, veem um carro de última geração estacionado ao lado da residência.
– Aí, Tommy, Sabe de quem é? - Perguntou Chan, olhando para o veículo com uma expressão curiosa em seu rosto.
– Não, não sei – Suspeitando de algo, respondeu de volta à Chan. Então o mestre Shao grita em nome de Tommy, o chamando para dentro: - Ei, Tommy, venha aqui!... Chan, você espera aqui fora.
– Qual foi mestre? Indagou quando entrou dentro do dojo.
– Seu pai. Ele veio te levar de volta para casa. – Em um tom sério, respondeu ao questiono de seu aprendiz, causando uma irritação no mesmo.
– Então fala para esse cretino que eu não vou à lugar algum! – Se exaltou ao ouvir a resposta de seu mestre, pois ainda guardava rancor pelos seus pais, por terem o abandonado.
– Eu estou aqui. – Uma voz se ouve vindo das cortinas que divide duas salas do dojo. É o Sr. Cole, ele abre as cortinas e fica de pé na sala onde Tommy e Shao se encontra.
– Então sabe que é um cretino! - Tommy fica mais agressivo ao ver seu pai, e dirige alguns passos em direção à ele, para ficar cara a cara com o mesmo. – Agora se manda daqui. Cretino! – Se aproximou mais ainda, encarando seu pai nos olhos. Sr. Cole surpreso com a atitude de seu filho, não diz nada, apenas acena com sua cabeça verticalmente, e logo se dirige ao seu carro, indo embora.
Mais tarde, Tommy e Chan estão jantando, em cima do telhado do dojo, avistando o sol se “afogar” no rio ao fim da tarde, até que Chan faz uma pergunta:
– Tommy, por que você não voltou para casa com o seu pai?
– O dojo é minha casa até o treino acabar, Chan. Desculpe, mas vocês vão ter que me aturar por mais tempo. – A resposta de Tommy faz os amigos sorrirem e socar de leve ambos os punhos em uma forma de cumprimento.


Diga adeus à todo mundo


Mais dois anos se passaram, Tommy agora com 15 anos, usa o dinheiro que recebe mensalmente de seu pai para gastar com bebidas e mulheres quando não está treinando, as vezes consegue convencer Chan a ir com você. Após um longo dia de treinamento com seu amigo, ambos voltam juntos para o dojo, chegando lá Tommy recebe uma notícia um tanto quanto desagradável. Uma carta enviada pelo mordomo da família, fala que os pais de Tommy estão mortos, a causa foi um surto de epidemia na Europa, causado por um novo vírus, que infectou e matou grande parte da população, ao saber do acontecimento, Tommy ficou um pouco abatido, embora não ter demonstrado em momento algum. Uma semana depois, dois cavaleiros de ouro daquela era descobrem que no alto de uma colina no Japão, existe um dojo que abriga o ultimo da poderosa linhagem dos que eram conhecidos como guerreiros assassinos, que tempos atrás causavam o caos, achavam que Shao estava planejando reviver sua organização, então resolvem acabar com isso de uma vez por todas. Era madrugada, Tommy havia saído para pegar água no poço para reabastecer o dojo para quando for na manhã seguinte, não ter atraso no treino. O mestre Shao percebe a presença de intrusos, então ele sai para fora, quando é pego de surpresa pelos invasores, ficando gravemente ferido. Ele ainda tenta lutar contra os inimigos, mas está velho demais e sem proteção, para lutar contra dois cavaleiros de ouro ao mesmo tempo. Chan acorda e sai correndo para fora, então vê seu pai a beira da morte no chão. Ele tenta ajuda-lo, mas apesar de possuir um ótimo controle de sua cosmo energia, não a controlava tão bem quanto os adversários. Ele acaba morrendo junto com seu pai. Tommy sente o conflito de cosmos vindo do dojo, imediatamente larga os baldes de água no chão e vai o mais rápido possível até à batalha. Enquanto avança desesperadamente, ao sentir os cosmos de seu mestre e amigo se extinguirem, ele vê dois feixes de luz indo embora do campo de batalha. Era tarde demais, chegando no local, encontrou os corpos do seu mestre e do seu melhor amigo estirados no solo. Caiu de joelhos perante o chão, durante poucos segundos ficou sem reação. Parecia que seu destino era ficar sozinho. Em seguida seu sangue começou a ferver e seu coração a pulsar mais rápido, cerrou fortemente ambos os punhos, e erguendo a cabeça pra cima ainda de joelhos libera sua fúria em um grito.
– AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!! – Gritou tão alto que os galhos das arvores balançaram, os pássaros e morcegos voaram assustados, e animais à vários metros de distâncias acordaram com o “rugido”. Tommy se levanta e com uma rajada de cosmo faz um buraco no solo em frente ao dojo, então ele pega os corpos de Chan e Shao e os colocam dentro do túmulo. Após enterra-los, decidiu consigo mesmo ir embora do dojo e se isolar de tudo, para arriscar sua vida dando início à um novo tipo de treinamento, mais forte e intenso que qualquer outro, que mudaria sua vida. Estava disposto a ser o guerreiro perfeito com um nível sem igual.


Rumo ao inferno: A escuridão no fim do túnel


Após se afastado como um tigre solitário, Tommy se abrigou em uma caverna gigantesca e obscura, durante três anos a natureza havia lhe oferecido tudo que precisava, os sentimentos que um dia tivera por seu mestre e melhor amigo ele os deixou de para trás, agora só se importava com si mesmo. Continuou se dedicando ao seu treinamento, o tempo todo em busca de ficar mais forte. Não quis a harmonia entre a luz e a escuridão, se deixando tomar pela sua ambição em busca do poder total. Ele já havia dominado completamente seu cosmo, e também alcançado o tão desejado equilíbrio do corpo e da mente. Seguia sempre frente procurando oponentes à sua altura, mas não havia alguém que o superasse. Definitivamente. Derrotando inimigos, vitória após vitória. Porém, ele sabia que esse ainda não era todo o seu potencial, querendo ficar ainda mais poderoso. Com uma sede de poder insaciável, continuou à prolongar seu treinamento insano, deixando seu lado negro te dominar cada vez mais. Estava preparado. Durante mais 5 anos treinando intensamente, com um grande esforço alcançou um poder incomparável, o fazendo invencível na batalha, e de fato um guerreiro sombrio.
Agora com 23 anos, Tommy no final de um longo dia de treinamento, está meditando na gruta em que habita. Quando caminhava de volta para à caverna, percebeu a presença de uma pessoa o seguindo, então decidiu deixa-la vim até sua moradia. Ao chegar lá, Tommy é convocado á comparecer no submundo pela a representante e porta-voz de Hades, Pandora.
– Tommy Cole, eu suponho. – Era uma linda moça, de cabelos longos, lisos e negros, e também portadora de uma alvíssima pele, assim como Tommy.  Com um timbre de voz sereno, falou após entrar na caverna. Trajando um vestido preto, que se arrastava pelo o chão da gruta.
– Você é muito louca ou é muito patética para vim até aqui. Porém, você acertou na mosca. Então, quem é você? – Tommy abre os olhos, parando de meditar e salta da rocha onde estava até o chão.
– Eu sou Pandora. Estou aqui em nome do Imperador Hades.
– Hades?... – Perguntou Tommy com uma expressão confusa, não sabendo o que se passava naquele momento.
– Sim, minha majestade, Hades, o imperador do mundo dos mortos requer sua presença.
– Minha presença? Então manda vossa majestade vim até mim, e não mandar sua garotinha de recados! - Após expressar tais palavras com um tom meio agressivo, Tommy se retira, caminhando para o fundo sombrio da caverna. Antes do mesmo sumir em meio à escuridão, Pandora ainda dirige algumas palavras para o guerreiro: - Não será preciso, vocês dois irão se encontrar logo, logo. – Então a moça sai da gruta, seguindo de volta ao Submundo.
A madrugada tinha em seu rosto uma escuridão fora do normal. Tommy por sua vez tinha voltado à meditar em cima de uma rocha em sua caverna.  Até que de repente ficou sem fala, e mesmo que falasse, não sabia palavras para descrever o que sentiu naquele momento. Abriu os olhos e imediatamente caiu sobre o chão, Sua cara se retorceu num retrato de dor e agonia. Era como se seu sangue virasse ácido... Como se a força da gravidade resolvesse lhe arrancar a carne dos ossos, nunca tinha sentido nada assim. Acontece é que, o pouco que faltava para as trevas de seu interior tomar conta si por completo, chegou ao fim. Sua visão foi se escurecendo aos poucos, até chegar ao ponto do mesmo só enxergar trevas. Poucos minutos depois ele apaga.


Vingança: As asas negras são um convite à morte. O dragão alado que comanda o mundo dos mortos



Após poucas horas inconsciente, Tommy abre seus olhos lentamente. Ainda atordoado pelo ocorrido, ele olha para cima e vê a mesma mulher de antes na sua frente. Percebeu que não estava em sua caverna. Havia chego ao pátio do palácio de Hades.
– Até que fim você acordou, levante-se e venha comigo. – Após falar tais palavras, Pandora, direciona seus passos para dentro do palácio. Logo em seguida, Tommy se levanta ainda confuso e um pouco tonto, e indaga: - Onde estou? Que lugar é esse? – então segue o mesmo caminho da moça.
– Você está no submundo, aqui é a Giudecca. O Imperador Hades lhe aguarda lá dentro. – Ambos entram no palácio, e sentado em sua poltrona, imponentemente está Hades.
– Você deve ser o Hades. – Disse Tommy olhando aquela figura ali na sua frente.
– Imperador Hades! – interferiu Pandora na nas palavras do homem, o corrigindo. O mesmo olha para ela, expressando não ligar para o que ele diz.
– Tudo bem, Pandora. Podemos perdoa-lo pelo deslize . Ele não conhece nossos modos. Esse deve ser um momento de celebração, não de conflito. – Disse Hades olhando nos olhos do sujeito presente na sua sala. – Tommy. Você não sabe há quanto tempo estou procurando você.
– Bom, eu estou aqui agora. Eu estou morto?
– Não, não está. Quando você se tornou um guerreiro totalmente sombrio, acabou despertando consequentemente sua estrela maléfica, então eu o trouxe aqui. Há tempos você se perguntou qual era seu destino, este é o seu destino...
– O que quis dizer com isso?
– Você está aqui para fazer parte do meu exército, ou melhor, ser um dos meus três juízes, os mais poderosos dos 108 espectros. – Hades estende seu braço direito, e abrindo suas mãos faz aparecer a Sapuris de Wyvern, a mesma flutua em plena na sala. Tommy  olha diretamente para a armadura. Observando os brilhos que ela transbordava, parecia está em transe. – Mas por que eu? Indagou Tommy, ainda olhando para a majestosa Sapuris.
– Digamos que eu vejo o talento nas pessoas.
– Talento?
– Seu espírito de luta é admirável. Passou toda sua vida em busca de ficar cada vez mais forte. Mas não é só isso, eu algo a mais em você, vejo lealdade, lealdade que não quero que dedique-a à pessoa errada... Athena.
– Eu jamais faria algo por aquela.... vadia!
– É, eu sei o que ouve com você no passado, mas em troca do que eu ofereço, você terá que esqueceu tudo o que aconteceu na sua vida até aqui. A partir de agora você será outra pessoa, Radamanto, um dos três juízes do inferno das eras mitológicas. E terá a imortalidade.
– Eu sei que meu mestre e amigo morreram por serem tão fracos, eu não me importo mais com eles. Mas aqueles caras tiraram algo de mim, então eu devo tirar algo deles, a vida! Diga-me quem foram os assassinos, e terá a minha lealdade eterna. – Naquele momento, a Sobrepeliz de Wyvern pareceu se desmanchar em farelos brilhantes, que iam em direção ao corpo de Tommy, em seguida, o “pó” da armadura girou em torno do guerreiro, o cobrindo por completo por um pequeno vórtice de luzes que rodopiavam em torno de seu corpo, após o brilho se dissipar, Tommy já estava trajando a Sapuris de Wyvern. Sua sobrepeliz serviam-lhe perfeitamente. Sentiu na pele a sensação de poder sombrio que a Sapuris de Wyvern o trazia. Sabia que havia feito a escolha correta: lutaria pelo Imperador dos Mortos. Podia sentir seu cosmo se intensificando por todo o corpo. Como poderia sentir hesitação diante daquele poder?
Em uma vilarejo próximo ao santuário de Athena estavam os dois cavaleiros que outrora mataram o mestre e o amigo de Tommy. Ambos cavaleiros eram parceiros de luta. Eles jogavam cartas, até que sentiram uma presença avassaladora, a vontade pervertida que se alastrava pela atmosfera. Era um cosmo gigantesco! Causava-lhe náuseas imaginar que tipo de criatura poderia possuir uma presença tão... pútrida! E estava se aproximando cada vez mais de ambos os dois. Um vulto de sombra invade a residência, até que de repente o espectro parece atrás dos dois cavaleiros.
– Ora, ora... se não são os ratos de Athena. – Falou o juiz com uma voz calma, porém fria e assustadora.
– Um espectro de Hades?! O que vocês querem com Athena dessa vez, miserável?! – Perguntou um dos cavaleiros, em um estado de agressividade e preocupação.
– Athena? Não... Isso aqui é pessoal. – O espectro avança para cima dos dois, usa seus braços para agarrar ambos os pescoços dos inimigos, e os pressiona contra a parede. Os cavaleiros golpeiam os braços do Kyoto, o fazendo solta-los, em seguida usam suas técnicas para ataca-lo. O juiz é lançado contra a parede da casa à destruindo, segundos depois levantou em meio aos escombros com um sorriso maquiavélico em sua face. – Que patéticos.
– Mas como? – questionou, a si mesmo, um dos cavaleiros impressionado com o ocorrido.
O cosmo do espectro se elevou de forma súbita. Parecia explodir, lançando trevas ao seu redor. Mostrava-se até mesmo capaz de cobrir todo o ambiente! As energias pareciam chocar-se no espaço, atritando o dourado ao negro. As asas do juiz se abriram e este saltou, parecendo levantar voo, como um dragão. De forma veloz, mergulhou na direção de seus adversários com o punho pronto para esmagar cada qual como um inseto. Em um rápido movimento, os cavaleiros desviam saindo ileso do golpe. O punho do Kyoto se choca com o chão, fazendo uma cratera se abrir no solo, Então ambos se endireitam.
– Vocês me dão pena. A pesar de serem meus inimigos, eu tenho pena por serem tão fracos. – Com uma convicção inabalável, menospreza seus adversários.
– Por que está nos atacando espectro? - Dessa vez o cavaleiro que se mantinha calado questionou o juiz.
– Há oito anos vocês mataram um velhinho e uma criança, achavam que eles eram assassinos, mas não... Estavam enganados. Agora é a hora de pagarem por seus erros. Chegou o juízo final para vocês! - Seu cosmo, como um fluido negro, pareceu se extrar de seu corpo, se espalhando por todo lado. Imediatamente, a sensação de estranheza e perversão exorcizou-se do ambiente. Levando os três guerreiros para o Cocytos, o inferno de gelo. – Acha que uma ameaça de um imbecil como me farar algum medo? Disse o cavaleiro mais “bocudo”, quando se deu conta que estava em outro lugar. – Droga.. onde estamos? Não, importa. Vamos acabar logo com isso. MORRA!!! – Os dois cavaleiros mais uma vez suas técnicas especiais no que parecia ser o espectro, mas os ataques transpassa-o como se fosse apenas uma ilusão. Logo o verdadeiro juiz aparece novamente atrás do dois.
- Ainda querem lutar, não percebem que isso é inútil? Esse é meu território. Aqui vocês são tão indefesos quanto crianças. Espero que tenham gostado, pois aqui será o túmulo de vocês. Será impossível me derrotar! – Parecia transbordar poder do corpo daquele ser maligno, literalmente seria impossível derrota-lo naquele estado. Os cavaleiros se preparam mais uma vez, saltando para trás, tomando distância para atacar o juiz do inferno, dessa vez com suas melhores técnicas. Disparam as contra o “monstro” ali em sua frente, que estendeu os braços em uma linha horizontal, concentrando seu cosmo nas mãos, liberando diversas ondas de choque que devastam todo o ambiente, causando uma colisão entre cada ataque. No fim, resta uma gigantesca nuvem de poeira é formada, que ao dissipar, es que mostra o Kyoto de pé, se retirando do local em passos lentos, e os dois cavaleiros caídos, aparentemente mortos. Até que um deles em seus últimos suspiros se esforça para perguntar: - Q-quem é você? – O juiz do inferno para de caminhar, e sem olhar para trás responde.
– Eu sou Radamanthys.

Radamanthys passou a ser um dos três juízes do inferno, responsável por julgar as almas vindas da Ásia. Ele protege a primeira esfera da 8ª Prisão do Meikai, chamada de Cocyto.




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Re: Ficha: Radamanthys de Wyvern

Mensagem por Kenshin Himura em Sab Abr 11, 2015 2:41 pm

Ficha aprovada.

Bom, ao meu ver, está aceitável. Nada que comprometesse sua aprovação. Bem-vindo!

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