[F] - Cat Sidhe Pierrot!

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[F] - Cat Sidhe Pierrot!

Mensagem por Reus em Sex Abr 03, 2015 2:40 am

Ficha de personagem


Nome: Pierrot;
Idade: 20 anos;
Sexo: Masculino;
Signo: Virgem;
Vestimenta desejada: Cat Sidhe.

Psicológico:
É alguém bastante calmo para um ser que vive nas trevas. Não é muito de se enturmar e, por mais estranho que seja seu único desejo é superar o mais forte ser que predomina o submundo.
Não é muito de se importar com homens – desde que sejam velhos suficiente para proteger a si mesmos – mas gosta de evitar colocar damas, velhos e crianças em perigo.
Seu temperamento não tem nada de explosão e gosta de longas conversas, sempre mantendo-se afastado de todos.
Não é necessariamente um covarde, mas sabe quando deve enfrentar alguém e sabe quando deve "correr", por isso alguns possam o entender como covarde, mas a sua filosofia é não fazer movimentos desnecessários que futuramente lhe colocarão em perigo.

Aparência:
Seu rosto jamais foi visto, de fato. Usa uma máscara sobre o mesmo – único artefato que guarda de seu passado – e o mesmo cobre o rosto. Só se sabe que sua pele é ariana e seu olho esquerdo, o único visível pela fresta da máscara, é tão vermelho quanto o sangue.
O cabelo, bagunçado e desfiado às pontas, tem o tom tão rosa quanto ele gosta de lembrar.
Usa uma simples vestimenta branca e com uma gravata da mesma cor de seu cabelo. Luvas brancas e calças de mesma cor. Sem falar no sapato.
No mais, um metro e setenta e sete, sessenta quilos e sem qualquer outro prestígio físico.


Habilidade:

Técnica:


História:

A ponta da pena de escrever tingida de preto chegou ao fim da folha, e um ponto encerrou a escrita. Pelo menos por um curto tempo, pois com o auxílio do dedão e do dedo indicador, a folha amarelada foi virada e rapidamente as letras começaram a ganhar forma. Centenas de letras e dezenas de frases marcavam cada uma das páginas amareladas soltas por cima daquela mesa de madeira, qual estava mal iluminada por uma luz de cor igual vindo de um abajur próximo ao canto, encostado à parede. Assim que chegou à metade da folha, os movimentos com a pena pararam e a mesma foi jogada de lado, ainda que deixando algumas gotas pingar na folha. O escritor tinha a face coberta por uma máscara branca, e olhou para cima quando uma suave mão tocou-lhe o ombro. Tinha apenas o olho esquerdo visível, e se aproximasse notaria um pequeno corte que passava pelos olhos, mas não tiravam jamais o brilho daquele olhar vermelho.
Escreveu bastante hoje, meu amor? — A voz era feminina e sútil, calma, aquela voz que claramente passava tranquilidade para qualquer um, até mesmo para um homem conturbado. Seu longo cabelo que era divido em duas enormes tranças laterais pareciam negros àquela luz, mas de tantos anos com ela, sabia bem do verde-vivo que eram aquelas mechas. Ele tocou apenas com as pontas dos dedos, cobertos pela branca luva, quando as duas mãos da garota percorreram a extensão de seus ombros.
Parece que quanto mais escrevo, minha Dama, mais consigo lembrar. E quanto mais consigo lembrar, minha Dama, parece que me vem a sensação de querer escrever mais.
Dama, a mulher de cabelo verde-vivo, apertou um pouco mais os ombros de Pierrot, e este gemeu sob a máscara. Ele gostava da sensação e do toque dela. Aliás, para alguém que cresceu com a dor, não seria um pequeno aperto nos ombros que fariam gemer com vontade.
Porém, eu me pergunto, minha Dama, se eu deveria continuar me lembrando daquele tempo... Aquele tempo em que éramos apenas fantoches de diversões cruéis ou se deveria me lembrar do tempo em que acordei para a verdade. O que acha, minha Dama? Quero saber de seus lábios.
E eram lábios rachados, mas não pelo frio, mas provavelmente por desgraças que ocorreram com aquela boca e até mesmo com Dama. Usava um batom verde, mas não conseguia esconder os cortes nos lábios rachados, e sorrir parecia difícil, mas ela fez mesmo assim. Pierrot adorava cada sorriso dela, ainda que por sob a máscara ele não demonstrasse isso. Sentiu o beijo quente sobre seu cabelo rosa espetado. Não o fez rir, mas o encheu de qualquer outro sentimento que não o amor. Nem o ódio.
A capacidade de pensar e recordar são o que nos fazem humanos, Pierrot, e disso não podemos fugir. Se escapar será pior, Pierrot, a dor virá quando menos esperar. Espere, e estará pronto. Fuja, e a queda será maior por voar mais alto.
Tive um sonho esta noite, Dama. Quer o ouvir?
Adoraria, Pierrot.
Juntos caminharam até uma pequena sala, fria e escura, apenas com uma lamparina no centro sobre uma mesa de madeira, também. Atrás a lareira jazia sem fogo e dois sofás ficavam de frente para o outro. As janelas estavam fechadas. Pierrot sentou-se de frente para Dama e cruzou as pernas; Dama, por sua vez, fez o mesmo e colocou as mãos no joelho. Aquele momento de encarar por poucos segundos até que Pierrot começasse a falar.

Em seu sonho tudo estava escuro, mas não era nenhuma novidade. Também estava em uma sala tão escura quanto o sonho, mas adorava salas escuras. De repente um archote acendeu. E outro, e outro, e outro e outro mais para finalizar. Olhando ao chão notou outras centenas de silhuetas aos lados da sua e assustou-se, temendo pelo o quê fosse acontecer. Até aparecer a mulher e começar a falar com uma graciosa voz e charme. Ela estava bem mais iluminada do que todos os presentes naquela sala e trazia um tridente em mãos. Caminhou elegantemente por entre as silhuetas e, ao passar ao seu lado, sentiu o cheiro de rosas e tulipas e margaridas e todas as flores que poderiam ganhar perfume. O falar dela foi suficientemente forte para aprisionar toda a atenção de Pierrot.
As Estrelas ouvem o chamado do Senhor e aos poucos se levantam. Uma a uma vão aparecendo e tomando seus postos e lugares ao lado de nosso Suserano. Nossa causa é justa e totalmente nobre, Espectros, nós temos de buscar a justiça que parece ir se desfazendo deste Planeta. Hades, nosso Senhor, honrará cada um de vocês com a vida eterna e nosso Senhor jamais descumpre com o que diz. É momento de despertar, Espectros do Mundo dos Mortos. Chegou a hora de erguer um Império!

E isso foi tudo.
Pierrot observou pelo seu olho esquerdo Dama arrumar uma das longas mechas e torcer o lábio. Prestando bem mais atenção nos detalhes, atencioso que era, Pierrot conseguia notar a forma com que tamborilava os dedos nas coxas e como mexia o pé esquerdo para lá e para cá, desconfortada com a situação. Em outro momento ela apenas piscou duas vezes e torceu os lábios, pelo que pôde perceber Dama não acreditava em uma palavra sequer. Mas o que ela fez lhe surpreendeu.
Vai querer ir a busca disto também, não é, meu amor? Assim como escreve as histórias de nossos passados, mas será que se lembra de todas elas? Eu me questiono. Então pode ir, vá, não ouse voltar até que busque o que almeja.
Ela se levantou e dançou até chegar à sua frente, levantou a máscara por míseros centímetros e deixou um lento beijo nos lábios. Nada mais do que isso. Então se afastou e desapareceu na imensa escuridão daquela enorme casa.
Eu irei, Dama, como um palhaço ou como um fantasma. Como um assassino de uma trupe inteira ou como um homem que passou por desgraças em vidas. Irei, minha Dama, e quando voltar vou querer-la de braços abertos!
thanks juuub's @ cp!  

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Re: [F] - Cat Sidhe Pierrot!

Mensagem por Kenshin Himura em Sex Abr 03, 2015 5:16 pm

Aprovado

Altere seu nome e seja bem-vindo ao reino de Hades!

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