[ Prólogo I ]- Lembranças ( Parte I )

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[ Prólogo I ]- Lembranças ( Parte I )

Mensagem por Kenshin Himura em Qui Abr 02, 2015 11:36 am




Lembranças ( Parte I )


A luz do crepúsculo banhava singelamente o clarão de aurora. O anseio assim designado em seu coração tripudiava de suas lembranças mais bonitas tornando-se definitivamente algo inóspito e utópico. O sofrimento lhe imposto tirava-lhe lágrimas, lágrimas puras e sinceras, vindas diretamente de seus sentimentos mais fortes e entrelaçados de seu peito. O carneiro abaixo das estrelas trilhava traços trazendo lembranças quais buscara esquecer, esquecidas não seriam, ansiemos o fato de não querer de verdade.  Seus olhos despejavam gotas limpas e sinceras rasgando um pouco de si em cada uma cujo chocava-se em meio ao solo, dando-lhes novas vidas, trazendo novas riquezas vegetais que brotariam juntamente de seus mais puros desejos.  Rosas seriam tão bonitas quanto.

Sua vida não fizera mais sentido, questionava sua própria existência revisando seus anseios. Sua mente não estaria mais agindo como fora deveria, seu coração já mandara em todos seus pensamentos exatos e bem despojados. Precisaria de uma resposta eminente e tranquilizadora, sua alma estivera triste tornando seu corpo gasto e apodrecendo sua agora carcaça sem vida. O mundo já não o atraia, a vida já não tinha cor; Quem conseguira suportar tão tamanha infelicidade? Em busca de respostas estaria, não neste mundo, aqui não tem nada de bom. Ninguém, assim como agora encontrara-se também são as pessoas, mortas por dentro e sem motivo de existência. Há sábios que falam que cada estrela presente na galáxia é uma vida sem sentido, deve ser por isso que existira tantas finitas; Se fosse pra tornar-se mais uma, preferiria transformar-se num pó estrelar e ser manejado conforme a tração espacial à caminhar eternamente pelo universo buscando respectivas lógicas .

Por que vivera? Qual sentido nisso? Questionamentos racionais, mas sem respostas de tal tamanho; Guerras e lutas, qual o motivo que leva um ser a praticar isso? Por que estaria agindo como os demais sendo induzido a cometer tais atrocidades sem escrúpulos e sem finalidades próprias? O porquê... Essas são as dúvidas de uma alma perdida em meio a tanta escuridão que leva a humanidade ter ilusões para não perder a fé e acreditar que um dia encontrarão a luz e a paz suprema. “A mentira é uma verdade que simplesmente esqueceu-se de existir.” Viria de acontecer um dia? Existir?! Bem, todos nos perguntamos isso, o problema é encaixar-se devidamente algo plausível o suficiente.  Sua forma astral é a única presente, já não era levada a seu recipiente de maneira alguma; Perecer fora o mais óbvio, quem quisera... Este sim, de fato. Valeria a oportunidade, sendo sincero, soava-lhe até uma boa proposta. Mas não, o senhor do mundo inferior não o queria ali ainda, o Deus da Morte não estivera em caminho a ele, houvera outros seres para ele visitar muito antes deste; O que seria então... Algo a descobrir-se de fato.  

Um sonho talvez? Quem soubera... Hypnos contém suas artimanhas levando os desatentos a acharem estar vivenciado uma coisa real, sendo de certo modo bem gentil, uma boa divindade, não é? Matá-lo inconscientemente, não é uma maneira interessante pra morrer? Ir a óbito tendo uma realidade distinta e almejada... Literalmente é um “sonho” pra qualquer um de bom senso. O tempo paralisava em um curto período, as nuvens despejavam toda sua pureza em meio a este lugar, varrendo toda a maldade aqui existente que logo serão preenchidas com mais do que fora havido até então. É isso o mais angustiante de fato, não importa o quão lhe seja atribuído em busca de um lugar melhor, o mal sempre retorna reinando e levando aos demais a praticá-lo também.  Somente um dilúvio para abrir uma nova era... A questão é quem seriam os usufruidores de tal revolução, seria uma injustiça não levar a todos cujos merecedores.  Melhor deixar de lado, essa ideia nem de longe é plausível, não nesse momento. Talvez mais além, quem sabe não aprendemos a voltar a praticar somente atos bons. Afinal, não é tão difícil, o problema é sermos seres tão complexos e ao mesmo tempo pacóvios, ignorantes melhor dizendo-se. Sejamos coerentes, temos a clara vantagem do raciocínio intelectual, por que não usá-la melhor? Tanto irônico, não?!

Todos nós temos nossos espíritos conturbados e indecisos, e essa é a resposta que sempre insistira em procurar por toda sua longa caminhada. O dia que a achasse poderia morrer tranquilamente, além do mais, já teria encontrado a paz suprema de sua essência. A questão era abandonar a vida ali, sem nenhum progresso tendo apenas regresso, isso sim é inadmissível. Cadê toda aquela determinação jazida por seus eminentes conhecimentos que encantara a todos? Até mesmo os deuses! Deixaria com que seu corpo permanece-se ali, estirado em estado vegetativo? Não entrava-se em cogitação, por mais difícil que fosse teria de ir à ele e adentrá-lo  recobrando a consciência, abrindo novos olhos e conceitos mais apurados em relação à este mundo. Sua alma vagara sem rumo, confusa e cheia de dúvidas; Aquele outro modo de enxergar tudo fora o que mais lhe deixara profundamente extasiado, não eram muitos os portadores de uma habilidade outrora diferenciada a ponto daquilo. O seu objetivo central seria a dominar por completo não se deixando abalar outra vez pelo materialismo, há existências que estão muito mais além ao simples observar humano.  De certo não é nenhuma novidade, somente sendo alguém muito ingênuo ou realmente “incapacitado”.

- Vejamos o que temos por aqui... – Ecoa sua voz sarcástica e ao mesmo tempo tornando-se tenebrosa. – Perdeu-se do caminho do inferno, jovem? - Indaga o sujeito, aparentemente visando suas atenções ao ariano.

- Eu não estou morto. – Assumia uma postura séria, se preparando caso o indivíduo manifesta-se de outra maneira não agradável. – Apenas não sei como vim parar nessa forma sem eu ter ao menos necessitado. – Explica-lhe. Olhara tudo à sua volta, e simplesmente nota que estivera em sua casa, somente apresentando-se em um estado que nem mesmo o próprio conseguira identificar por hora. Deixando-lhe confuso, ou melhor, mais do que já se encontrara.

- Entendo... – Pausava brevemente. – Então você tem essa habilidade que poucos são beneficiados a usufruir. – Lhe mostrara ainda meio mútuo. – Que sorte a sua hein, cavaleiro de Athena. – Não soubera como agir. Por alguns segundos ficara taciturno, quieto e refletindo sobre o que lhe fora dito. .

- Como assim? Não estou entendo o que quer com isso. – Diz, relaxando um pouco mais em relação. Os pingos d’águas continuavam a ceder-se em meio ao solo infértil e impuro, derramando-lhe freneticamente seu mais puro e precioso líquido lavrado, jazido diretamente dos céus.  Ambos estariam ali, existindo, no entanto, não possuindo forma física no espaço, não tornando-se visíveis à quem não tem capacidades para vê-los. A química e a física já não poderiam explicar aquilo, nada pudera, essa é a mais pura verdade; O mundo que deslumbramos não é nada além de uma simples resplandecência boa vinda de outro lugar.

Retorcendo seus passos, volta-lhe com uma face incerta e um comportamento diferenciado; Aquilo lhe soava importuno, a pós-morte é uma relíquia dada a alguns poucos indivíduos permitindo-lhes novas visões e conceitos, quem já passara por tal certamente não demostra pensamentos “mortais”, levando-os a ter outros olhares sobre tudo, em geral. Alguns são bons, outros ruins. Já presenciaram o inferno, o paraíso, o mundo dos humanos! Sim, esse nem de longe se equipara com o paraíso. É onde todos se encaminham em meio à destruição de sua própria espécie, achando que é um jogo de sobrevivência. Aplicando “a lei do mais forte e inteligente”, que na verdade não houvera de ser assim, foi o que fizemos para termos um objetivo; De fato, a vida deveria ser mais almejada, não só a individual, e sim de todos em um grupo de bilhões.  O problema é essa diplomacia ignorante que insistimos em adotar cometendo mais pecados que nossas próprias qualidades.  Há raridades, que são pessoas que já nasceram com isso. Esses sim são uma dádiva divina, levados a Terra com finalidades de passarem o que sabem devido ao seu dom. A falta de bom senso é que mais afeta com que estes não possam executá-las com êxito, são cegos que não querem abrir olhos e enxergarem a verdadeira realidade aqui presente.  Infelizmente só se dão conta quando já estiverem queimando em um mar de sangue escaldante, que cada mórbida e violenta onda é o sofrimento dos próprios.

O mundo inferior é repleto de balbúrdia, gritos agonizantes sendo ecoados constantemente em meio aos confins mais inabitados e acessíveis do universo. É para lá que vão os humanos sem abrirem os olhos e a consciência em relação ao que de fato deveriam. E é isso que houvera de ser evitado, a grande e incontestável observação é o simples motivo de sermos meros seres mortais, tudo se encontrara muito mais em conta à nossa profundidade. Os cavaleiros, juntamente de suas armaduras que representam as oitenta e oito constelações da abóboda celeste buscam a cada atitude tomada levar essa consideração a ser extremamente revisada e pensada.

- Então você não é mais alguém sem visão... – Continuara, sobrepondo as expectativas. - Venha, me siga e descobrirá o que estar escondido sobre esse mundo material qual vocês insistem em ficar ligados. – Após, o pega pelo braço, os teleportando onde até então não saberia qual fora.  O que olhe deixara mais afoito, é ver em sequências imagens expostas com um flash-back. Sua vida toda passara diante de seus próprios olhos. Desde aquele garotinho ingênuo e confuso, sem força para fazer nada e ao menos um interrupto cujo poderia ter mudado totalmente o rumo de sua história; Seus pais... Um esquecimento que sempre voltara a mutilar por dentro seu coração, permanecendo ali e se negando a deixar-se de posse. Não o enfureceria, apenas novamente retrocedeu um sentimento nulo, de novo...

- É isso que o deixa sem autocontrole! Desligue de vez isso, não a carregue mais dentro de si, expulse-a para fora. – A única coisa que o deixava sem entendimento, era o porquê de está-lo ajudando, não tivera nenhum motivo próprio e concreto, então por que... Poderia está querendo o engodar. Simplesmente arroubara por esta pessoa em especial, carregando certo anseio e carinho que não se revelara e nem seria até então.  Aparentava ser frugal, e não ignóbil.  Muito menos insolente. Motivos a se considerarem, todavia, é algo muito tênue em ralação a eles.

Não acreditava ser alguém capaz de tanto, já buscara tantas vezes aquilo e jamais conseguiu, trazia somente toda a tristeza de uma vez só aplicando-lhe um choque de realidade; Não soava como uma novidade. Já tivera chegado a tal conclusão há muito tempo atrás. O que precisava seria de um auxílio, um motivo bem mais amplo e determinante. Por que acabaria com as únicas lembranças existentes de sua infância presa e sempre muito ligada às pessoas que lhe deram a vida? É um detalhe que nunca conseguira de fato chegar à total compreensão. Por mais angustiante e terrível que fosse sua história fora apenas algo bonito que guardou por toda a sua vida miserável e carente de afetos. Não é que estivesse sendo “mimado”, é apenas uma realidade a se considerar.

- Não sei se consigo! – Esbraveja, sendo vistas lágrimas sinceras vindas diretamente de sua alma. Gotas de sangue qual a feriam diretamente de um modo indescritível, a dor qual sentira só se equipara à perda de várias pessoas especiais em um único momento ocasionado. Imagine só uma situação dessas impostas... De que modo agiria? Isso é impossível de saber. No momento pudera até alcançar a insanidade mental, agindo de uma forma totalmente diferenciada ao que costuma apresentar constantemente.  Seu eixo e coerência intelectual seriam substituídos pela suprema tristeza e de certa forma a raiva reinaria explodindo todos seus sentimentos de uma vez só. São poucas as pessoas que conseguem manter a compostura, embora seja eminente o fato de ter que carregar aquilo pra sempre  em si, a deixando se manifestar sempre como ocorre com o ariano.

- Deixe disso... Aqueles dois não eram nada mais e nada menos que dois lixos imundos, seres detestáveis. – Diz, com um pequeno sorriso incrusto no canto de seus lábios. – Lembra-se da sua mãe? Aquela puta miserável que estava transando com outro enquanto seu pai idiota trabalhava para manter aquela vadia? Ou já se esqueceu desses detalhes substituindo-os por coisas mais egocêntricas? - Deixa escapar uma breve risada. – E ainda sim insiste em guardar essas lembranças nojentas?! Faça-me rir, seu idiota! – Atentara o carneiro dourado, toda sua ira foi despejada de uma vez só, enquanto a aura de seu cosmo resplandecia em uma tonalidade dourada misturada com o ciano de sua forma astral. Iria se arrepender por toda a eternidade devido a tais blasfêmias, profanando toda aquela bela lembrança que de fato alterou certos detalhes.

Continua...



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Re: [ Prólogo I ]- Lembranças ( Parte I )

Mensagem por ADM Áster de Câncer em Qui Abr 02, 2015 2:17 pm

Prólogo sensacional. 
~•~
2 leveis de bônus.  


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