[Ficha de Personagem] Muriel de Áries

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

[Ficha de Personagem] Muriel de Áries

Mensagem por Kenshin Himura em Qui Mar 26, 2015 5:23 pm


Personagem

Nome: Muriel Héctor
Idade: 17 anos
Sexo: Masculino
Signo: Áries
Veste: Armadura de Ouro de Áries



Aparência:
Sua estatura fora considerada mediana, não é muito alto, o que dar-lhe uma capacidade de locomoção muito mais elevada. Apesar da idade, felizmente ou não, cresceu pouco.  Tendo meados 1 metro e 78 centímetros.  Magro, pesando exatos 68 quilos bem distribuídos por todo o seu corpo esbelto. Apesar de tudo, possuidor de uma força física surpreendente, porta até certos músculos, não muitos, apenas o necessário para atribuir-lhe certa vantagem. Seus braços e pernas são bem definidos, seu abdômen também, embora claramente nunca mostre. Seu rosto contém traços bastante significativos o suficiente para chamar atenção de algumas garotas, tendo um sinal um pouco mais abaixo do meio de sua testa, peculiar, digamos.  Seu cabelo é longo e possui uma coloração esverdeada, qual uma simples brisa é capaz de deixá-lo totalmente bagunçado. Este aproxima-se até o meio de sua costa. Olhos com certos tons rosados e chamativos, quase que imperceptíveis, mas ainda sim são, geralmente tendo uma cor vinho mais presente, principalmente na noite.  Quando não encontra-se usando sua armadura, geralmente é visto com um manto cujo cobre grande parte de seu corpo, e um chinelo que vai de uma extremidade a outra.  A cor de sua pele fora notoriamente branca. Quando exposto ao sol logo fica todo vermelho, parecendo uma pimenta malagueta. Um albino melhor dizendo. Sua postura é ereta, e anda sempre com ela bem definida. De resto não outrora ter muitas coisas que devem ser citadas. 
Psicológico:  

O que dizer-se de alguém outrora beneficiado de tantas qualidades... Usufrui de questionamentos, dúvidas, se por si ditas. Um jovem sereno querendo sua completa paz de espírito. Buscara a resposta por trás de tantos sacrifícios e violências repetentes em meio à esse mútuo e incompreensível lugar, qual de certa forma portara o azar de ter nascido. Será? Ou ao invés disso seria o ser cujo ajudaria à implantar a eminente tranquilidade e sadia harmonia entre as espécies?  Fora algo sem resposta, digamos. Não ainda. No mais, portador de uma personalidade bem estruturada, com suas desavenças hipocreais, sempre almejou ser alguém qual soubesse de todas respostas existentes. Ou até chegar numa conclusão aproximada, plausível para si mesmo. A forma intelectual que conduz suas escolhas fora bem interessante, sendo apenas mais uma de suas vastas peculiaridades. Seus conceitos são definidos de formas diferenciadas, não à um ponto relativamente atípico. Somente com certas precisões, assim avaliado por tal. A superficialidade é inexistente para este, não fora alguém que julgue ou tire decisões precipitadas apenas observando a aparência física de um indivíduo ou ser. Pudera afirmar-se que definitivamente outrora impossível de ser abalado, soubera todos os incompreensíveis caminhos de sua mente robusta de conhecimento. Um ariano responsável e realmente acaba por cumprir todas suas obrigações como cavaleiro, sua lealdade é mais um dos pontos inabaláveis do mesmo. Quando tal já forma uma opinião dificilmente esta será alterada, no máximo adaptada o mínimo possível aos questionamentos. Um modo de pensar sútil e argumentativo, podendo ser considerado genial. 

Dificilmente se relaciona com outra pessoa, prefere manter-se sozinho e isolado, estudando tudo que estivera disponível. Apesar da pouca idade já é respeitado por praticamente todos os demais cavaleiros de ouro, principalmente pelos novatos que acabaram de ganhar as armaduras de suas respectivas constelações. Quais acabam por pedir ajuda e modos de conduta do Ariano. Mas pra ser sincero, não se importa muito com a opinião dos outros. Não se sente superior e nem inferior à ninguém. Tem a concepção que as pessoas vivem e estão "amando umas às outras" de maneira errada, de uma forma totalmente desprezível e sem escrúpulos. Uma deveras crise geral. Nessa vida já se foram muitas pessoas que considerava importante para ele, a saudade nunca vai, a mesma sempre insiste em voltar para mutilá-lo por dentro. Todos os defeitos são considerados normais, afinal, não adianta procurar ninguém perfeito, é pura ilusão, obviamente. A humanidade ainda tem que viver muito, não devem-se darem fim à própria espécie. Ainda podemos ter muitas coisas boas para compartilhar. O sorriso de cada criança o faz ficar mais feliz e esperançoso, busca fazer história, gravar seu nome como um homem justo e bondoso. No entanto, caso seja necessário jamais hesitaria em matar alguém, aliás, já teve de fazer isso inúmeras vezes, é uma das regras desse jogo injusto em que somos obrigados à permanecer até quando pudermos, ninguém quer ser eliminado logo.

Sua lealdade é irrelevante. O modo como se comporta em grupo é bem simples, não falando mais que o necessário. Seu caráter é tanto individualista, embora com seus companheiros também saiba trabalhar bem. As palavras que usa não costumam ser muito formais, na verdade, é como os outros nesse aspecto. Embora claramente possua uma maestria incomum e notoriamente presente, seus argumentos são amplos e bem formados com base claramente direta. Certamente possui um objetivo bem desenvolvido, fixando-o cada vez. Tal consiste num típico de um homem justo; Fazer desse mundo pecaminoso um lugar bom onde todos possam viver em harmonia e sem as guerras que são consideradas "normais" agora. Cada atrocidade que hoje notamos e consideramos relevante... Será que estamos perdendo a humanidade dentro de nós? Talvez. Cada vez mais deixamos de ser humanos, é um fato. Há tempos passados uma coisa "simples" como um assassinato fora algo "terrível", todavia, agora para nós é "só mais um" entre tantos que são mostrados seguidamente que nos enjoa. Somos influenciados à violência, essa é a verdade. E por isso que deve-se mudar a forma que este planeta está sendo conduzido, caso contrário cairemos em um abismo sem chances de regresso.  

Muriel por sua vez em batalha, costumar usar muito de seu intelecto. Jamais age precipitadamente, busca encontrar o ponto fraco de seu oponente e usar à seu favor. Sua concentração é relativamente alta, jamais perdendo o foco, nem que lhe seja dito várias blasfemas; Podendo ser considerado um raro estrategista nato. No entanto, fora óbvio que também possui uma luta corporal significativa, embora sua maior qualidade encontrar-se em sua inteligência. Desde sempre foi um garoto calmo e sábio, e isso sempre foi muito notado por todos desde cedo. De certo fora isso que os cativas tanto, um nível de maturidade tão precocemente visto é  realmente incomum. Talvez possa ser considerado dos doze, o cavaleiro cujo porta mais conhecimento, digamos... Ou ao menos pensa isso. Deveras a armadura de Áries foi sua maior conquista, apesar de tudo que teve de passar a almeja tanto que seria capaz de vivenciar tudo só para sentir novamente como é especial se tornar um cavaleiro de Athena. 

Quanto ao que acha do Deus do Mundo Inferior, é  bem simples; Que deve ser morto e aniquilado para sempre, sem chances de regressar. Pode parecer breve, mas é simplesmente isso. Sua existência corrói os seres, fazendo-os viver uma vida com medo e muitas vezes breve. Sempre detestou a morte, e tornando-se cavaleiro só fortaleceu esse sentimento forte negativamente em relação ao Deus. Seus espectros são detestantes e imundos, são hipócritas e definitivamente considerado pelo Ariano como "uma criação mal sucedida." Héctor não considera Poseidon um deus maléfico, entretanto, não não tem um conceito que este seja alguém "bom", encontra-se num meio termo. Portanto que não se revele um inimigo não terá problemas com a divindade. Sempre achou que nenhum Deus além de Athena fora "bom", a mesma é um ser magnifico com sentimentos humanos, tal que a faz diferenciada dos demais. Foi isso que fez o cavaleiro alimentar uma forte admiração por esta.


História: 


Um céu estrelado e uma noite intensa. Era o que marcava o surgimento de um ser cujo teria seu destino já trilhado.  Num lugar humilde e outrora não importando, os olhos brilhantes daquela moça que carregava um pequeno ser em seu colo fora o mais notório no momento. Seu pai estava logo ao lado, com um sorriso de orgulho escancarado em sua face e um eminente encanto para com sua prole. De fato, uma cena linda e cativante. Desde ali já poderia se ver que seriam uma família unida e bem estruturada, o que realmente é muito bom.  Filho único de um jovem casal, Muriel Héctor usufruiria de todas as vantagens que os mesmos fossem capazes de lhe dar, o que deveras consideravelmente difícil,  e ainda tinha mais a solidão que teria de passar não tendo alguém para compartilhar tão cedo seus até então pensamentos ingênuos e confusos.  Algo mútuo e sem sentido. Que logo foram mudando para mais lógico e intelectual. Apesar de seus pais não terem muito dinheiro sempre tentaram investir na educação de seu filho, buscando fazer com que o mesmo desde já almeja-se o conhecimento para que futuramente seus status sociais fossem diferente ao dos mesmos.  Claro, que pai não sonha em ver o filho se formando e sendo “alguém na vida”? Estes sim pensavam no futuro do mesmo. Buscavam de tudo, fazendo o que estaria à em suas condições e até o que não estivesse para que ele pudesse ter a oportunidade que não tiveram devido a esse sistema que domina o cenário político e econômico atual. Aulas particulares, aulas de violão, piano, de literatura, bons modos, e etc. Tudo e mais um pouco fora-lhe transmitido;  E pegou o gosto pela coisa, não só pela consideração, e sim por sua própria vontade mesmo. Tão novo e já portava uma personalidade séria, fissurada em aprendizados. Nas ruas da Itália fora conhecendo um mundo por muitas vezes considerado ruim.

- Otário. – Exclama, pegando seus materiais, acelerando os passos em alta velocidade. O pequeno jovem somente olhara com não entendimento, e simplesmente segue em rumo à sua casa. Localidade cujo mais gostava de ficar, com seus livros e a aconchegante hospitalidade de sua mãe.  Dessa vez devido ao ocorrido, com seu pai em casa, vão logo avaliando se estar tudo bem com este. Não importavam muito para o material perdido, qual fora relativamente com um preço bem avantajado, digamos. Ora, o que lhe dava felicidades era seu filho e não aquilo, lógico que sua saúde era o que mais importava, obviamente.

Nunca foi de falar muito e nunca mudou essa sua peculiaridade. Seus conhecimentos iam cada vez mais juntando-se, deixando-o um outrora sábio em diversas coisas. O homem cujo dava-lhe tudo, mal parava em sua casa, e sua mãe só ficava ali, fazendo seu serviço como dona de casa.  Essa rotina já era comum, e quando se alterava tornava-se um dia estranho. Quando se fora acostumado com uma, um simples fato novo mudara tudo. E naquele dia ao aproximar-se de sua casa alguns meninos lhe convidam para jogar bola, pois faltava um no outro time. Pensou seriamente no assunto, e decidiu jogar.

- Vamos lá, galera. – Disse o garoto, tocando a bola para Muriel. Mal a sabia dominar, dando o passe errado e com o seu adversário fazendo o gol para completar a besteira.  Realmente não havia nascido para aquilo, todos já se irritavam com a inutilidade e a falta de habilidade dele ali, e então um dos membros da equipe aproximou-se furioso do mesmo em passos rápidos e aparentemente agressivo. – Cara, você é uma merda! – O empurra, fazendo-lo cair sobre o chão barrento. Os demais questionam a atitude do tal, de fato não precisava ter feito aquilo, uma falta de postura e de raciocínio. Muriel simplesmente levanta-se, não demonstrando nada até então. Ao olhar para frente observa seu pai vindo, e então logo limpa-se e caminha em direção à ele.

O garoto ficou tremendo de medo, no entanto, Héctor resolveu não falar nada. Raramente era-se vista uma cena como essa de ambos andando juntos, tanto atípico. Tudo em seu dia já encontrara-se embaralhado e confuso, os dois chegariam de surpresa em casa. Como sempre, Muriel já ia logo ao seu canto de estudos pegando um livro da prateleira, enquanto seu pai ia até o quarto para chamar sua mãe. Ao chegar, abre a porta e ver sua mulher com as pernas abertas... Com um homem em meio à elas. Como seria capaz? O mesmo trabalhava tanto para manter a família, e como ela paga, transando com outro homem?! Naquele momento perde a razão e parte para cima dos dois, segurando o rapaz pelo braço e arremessando-o para fora com uma violência de impacto considerável. Impressionante como conseguiu aquilo, talvez a raiva fosse tanta que até sua força tivera de aumentar. Tal cai nu sobre a sala, pegando uma cortina e encobrindo seu membro, retirando-se para fora dali em um tempo mínimo. Ficara espantado ao presenciar aquilo, em imediato se levanta e ver sua mãe completamente sem roupa.

- Sua vagabunda, vadia, filha da puta! – Gritava com lágrimas saindo de seus olhos, escorrendo pelo seu resto e despejando-se no solo. Enforcava ali sua esposa, companheira de tantos e tantos anos. Quer dizer... Supostamente companheira. Inevitavelmente, corre para cima de seu pai, tentando fazer com que este parasse, tornando-se inútil. Tudo que ainda recebe é um empurrão com um dos braços caindo e batendo a cabeça na parede. A partir dali, encontra-se numa transe, viajando sem rumo em sua própria mente cheio de mistérios e labirintos intermináveis. Dava-se naquele momento o fim de duas pessoas, tudo por culpa da traição.

Abre seus olhos lentamente, e tudo que enxerga encontra-se turvo e embaçado, recuperando a nitidez pouco a pouco.  Onde será ele estaria... Era o que questionava a si mesmo naquele exato e único momento. Pensou na possibilidade de estar apenas sonhando, todavia, um sonho tão realista como aquele somente o Deus do Sono poderia proporcionar. Ou talvez nem ele, fora um fato. E então sua cabeça se enche de dúvidas, procurando encontrar a resposta qual definitivamente estaria difícil. Diga-se de passagem.  No entanto, ainda não sabia onde haveria de estar, era novo e diferenciado de todos que já esteve. E ainda não conseguira chegar a nenhuma conclusão óbvia... Encontra-se em um total território desconhecido, deixando-o inconformado e sem ainda o entendimento de exatamente nada. Sai andando em busca de resposta por ali, e notava a presença de várias crianças aproximadamente da mesma idade dele, não aliviando nem um pouco. A estrutura que o matinha preso era bem simples, não muito diferenciada de onde vivia, todavia, superava.

- Ei mané, presta atenção por onde anda! – Esbarra sem querer em outro garoto. Não conseguia mais se concentrar em nada, nem raciocinar direito não conseguia mais. Um fato bem deplorável. Por algum motivo a porta para sair dali fora aberta, e rapidamente aumenta seus passos locomovendo-se para longe do humilde lugar. E logo se dá conta que localizava-se em outro país. Já havia visto aquilo por imagens antes, mas não conseguia lembrar o nome. Quanto mais se esforçava, mais difícil parecia, outrora precisara de mais concentração. E então, em meio a tanta turbulência vem-lhe na cabeça o nome da mesma; Jamiel. Uma região simples e praticamente nada desenvolvida, embora ainda sim seja bastante procurada. Caminha em meio aqueles caminhos barrentos, quando se depara com um monge. Talvez por convicção, ou realmente não saber para onde ir, acaba por seguir o mesmo, até um vilarejo bem próximo dali. Todos se reuniam, e antes de fazer suas devidas refeições ajoelhavam e declamavam possivelmente preces para seu Deus. Permanece imóvel, observando tudo atrás de uma rocha cujo existia bem próximo. E ao voltar-se para trás, é surpreendido por um deles, que o pega pelo braço de uma forma não agressiva e nem violenta, e sim de condução melhor dizendo, para algum lugar. Muriel estivera numa aldeia, juntamente de mais uma dezena, estimando-se a quantidade de tais. 

Tudo ainda não fazia o mínimo sentido,  procurava a resposta em sua mente e nada encontrado.  O esquecimento era eminente. Sem respostas, acaba por permanecer ali com os mesmos para acalmar seu espírito conturbado. Onde passou parte de sua vida aprimorando suas capacidades mentais. Tempos depois, fora lhe dada ordem de ir para um lugar cujo seu treinamento seria mais elevado e que iria adquirir novas habilidades fora do comum.  Tal notícia sova nova, o deixava contente de certa forma, mas triste pelo fato de depois de tanto tempo de convivência, com a hospitalidade que fora recebido deixa-los para seguir um caminho  diferente, e que possivelmente jamais poderia voltar a revê-los.  Enfim, isso faz parte da vida. A regra é adaptar-se e não deixar-se levar pelas emoções.

-Para onde será ele está me levando... – Questionava a si mesmo. Enquanto caminhava juntamente de um dos monges. Aquilo permaneceu por horas e mais horas, tal local parecia que nunca chegaria, fora realmente bem desgastante e exaustivo. Apesar de toda a demora, finalmente aproximam-se do local, uma torre relativamente alta, deveras bem diferenciada das coisas de lá, uma raridade melhor dizendo. Um homem aparentemente portador de uma idade bem avantajada estaria a espreita o esperando possivelmente. Tendo concluído seu objetivo, um dos seus antigos mentores dar meia volta, tendo que refazer todo o mesmo trajeto percorrido. Ao chegar mais perto, permanece calado, e simplesmente é convidado à entrar.

Já estando lá, pudera notar que havia inúmeros materiais e até em tão desconhecidas vestes. Qual são denominadas como ‘’armaduras de Athena.’’ Tal foi somente  uma das diversas e incontáveis coisas que ainda iria aprender. De início, a primeira fora se tratada era a de uma capacidade outrora diferenciada e incomum, a habilidade de poder manipular apenas com a mente objetos e outras coisas, com apenas o simples controle mental. 

- Como isso é possível... - Aquela dúvida o assombrava. Fora aperfeiçoado com extrema qualidade e sem muita perda de tempo. Parecia que já tinha essas qualidades, somente estavam ocultas. Passou um período significativo, treinando e melhorando suas técnicas. Além disso, foi cada vez tendo mais conhecimento. Como Muriel, seu atual mestre também era fascinado por tal. Almejava a sabedoria tanto quanto este, possivelmente. Com o tempo, tudo que sabia era sendo repassado à ele, suas experiências, suas habilidades, tudo! Não deixando escapar mínimos detalhes possíveis. Parecia que estaria o treinando para sucedê-lo em algo, qual ainda desconhecia por hora. Em breve haveria de ser revelada, a idade do sujeito já não lhe contribuía mais para sua saúde e, claramente, seu bem estar. Poderia se dizer que seus dias encontravam-se “contados”. Todo aquele tempo não seria em vão, teria uma finalidade nobre e plausível. Porém, haveria de ser feito um último sacrifício para ver se estava realmente pronto para tornar-se capaz de ter a honra de ser um cavaleiro de ouro.  Ou melhor, vestir a tão almejada armadura de Áries. Teria de dar aproximadamente um quarto de seu sangue para que a mesma fosse revigorada.


- Lembrando que para isso ser possível, será necessário elevar ao máximo seu cosmo, pois se não somente o sangue não será necessário para fazê-la voltar a brilhar com toda a sua força e imponência! – Explica-lhe o ancião, com sua voz já cansada e sem força. Quando meio que instantaneamente permite escapar uma pequena tosse. – Dê tudo de si para isso, meu nobre! – Então Muriel assumia uma postura ainda mais séria. A armadura permanecia logo a sua frente, aproximando-se mais, realiza um ato que pudera nunca mais ter regresso; Corta seus dois pulsos. Fecha os seus olhos, elevando seu cosmo cujo já possuía uma eminente coloração dourada e intensa. Então o mesmo se eleva ainda mais forte, fazendo tudo tremer e ser arrastado para longe. Por mais incrível que parecesse o ancião conseguia se manter ali, flexionando firme seu cajado ao chão.

- Eu serei o novo cavaleiro de Áries! – Disse como forma para dar-lhe mais moral e determinação. Seu corpo já ia perdendo sua tonalidade, ficando uma cor mais cinzenta e pálida, e seus lábios ficando ressecados. Sua consciência ia se esvaindo pouco a pouco, até que certo tempo depois a perdera por completo, sem mais energia e praticamente quase sem sangue.  Já restava dúvidas se este estaria vivo ou morto, talvez na entrada do inferno decidindo se iria ou não querer voltar. Em um pequeno instante a armadura brilha intensamente, com um cosmo há muito jamais visto, ela estava pronta, pronta para ser usada! Mas como poderia se seu atual cavaleiro localizava-se numa colina onde tudo era morto. De fato, poderia notar-se que nada ali  estivera vivo, tendo eminentes dúvidas se até ele mesmo ainda usufrui de tal vantagem.

Cada passo inseguro que dava o fazia afastar-se cada vez mais, e de longe tendo uma breve prévia, avistando um buraco imenso com milhares de pessoas caindo, ou melhor, atirando-se. Logo vendo a cena, aproxima-se rapidamente, e é surpreendido por um fantasma do tempo que buscava deveras esquecer; Seu pai e sua mãe, caminhando de mão dadas em direção à aquele abismo sujo e visivelmente sem fim. Corre com toda a velocidade que lhe fora permitida e segura ambos, com toda a força que continha até então. 

- Salvei vocês! - E ao invés de reagirem bem, ficam totalmente loucos, mordendo-o e retirando um pedaço de carne de seu braço. Aquilo de fato feria a alma dele, de todas as maneiras. Nos dois aspectos se por si avaliados. E então, sua suposta mãe corre em direção e se joga, enquanto seu pai buscava seguir o mesmo caminho. Fora impedido, Muriel o segurava pelo calcanhar, não permitindo que fizesse tal loucura com si mesmo. Uma dúvida ecoava em sua mente mortalmente incompressível; Por que eles estavam fazendo tal loucura? Realmente mais uma dúvida em sua cabeça qual é formada por diversas. Apesar de ter muitas respostas as interrogações ainda são mais predominantes. 

- Haaaa! - Resmungava, pulando em cima de seu filho tentando atacar-lhe ferozmente. Agora o jogo virava, e brevemente ia se entregando à força do mesmo, não se importando mais com nada. Lentamente a força com que impedia de mesmo o morder se esvaia, não por exaustão, e sim por não motivo mais de tal.  Fechara os seus olhos e o solta, e num movimento rápido, saia de cima dele arremessando-se. Por que faziam isso? Por quê? Não pudera chegar em nenhuma conclusão plausível ou aproximada... Talvez alguma coisa os obrigasse a fazer aquilo, talvez. Quem sabe? Aquela cena o deixava com náuseas, e quando uma garotinha seguia em direção à tal este outra vez não consegue se conter,  pegando-a fortemente pelo braço. E outra vez fora retribuído com uma mordida, ferindo sua alma, diretamente seu espírito bondoso e sábio. Porém, decidiu que não iria a soltar, encontra-se ciente que fazendo tal poderia conduzir a mesma à não realizar mais aquilo pretendido. Esta se debate ferozmente, mordendo e apertando com seus dentes cada vez mais, num ponto que até Muriel já não se importava, estava decidido. E do nada surge um ser mudando toda a história e o rumo do ato.

- Ora, seu lixo. Deixa-a ir! - Exclama, vindo em sua direção com uma violência surreal. Aplicando-lhe um golpe com que quase fizesse cair juntamente dela naquele abismo. - Eu sou Flodor De Mandrágora, da estrela celeste do ferimento. - Disse-lhe, com uma bela apresentação, diga-se de passagem. Caminhando lentamente em direção à Héctor, cujo buscava levantar-se rapidamente. - Essa é a fronteira entre o mundo dos mortos e dos vivos. - Abria um pequeno sorriso no canto de sua boca. - Então quer dizer que eu realmente morri? - Questiona a si mesmo, enquanto seu possível oponente dava mais alguns passos em direção a ele. Não importa-se mais, em uma locomoção rápida aplica um golpe no espectro, que sai alguns centímetros do lugar onde estava. E então um som infernal é ecoado, com uma potência quase que estourando seus tímpanos; É arremessado a uma certa distância, debatendo-se contra o solo mórbido e infértil da localidade. 

Suas condições já eram relativamente bem desfavorecidas, e sem ao menos uma proteção aquilo deixaria muito mais difícil o que já fora imaginável. Em sua veste notava-se incrustada uma face capaz de desferir um ataque paralisante. Mas não só isso... Segundo a lenda, as Mandrágoras nascem sob as forcas, dizem que quando alguém se atreve a tentar arrancá-las, elas emitem um grito assustador que mata a todos que tem o desprazer de tal. E novamente seu oponente insiste à atacar com o mesmo golpe, fazendo-o recuar para trás, mas já ignorando e seguindo em frente com a aura de seu cosmo acesa e altamente elevada com uma tonalidade dourada e ofuscante. O seu ataque fora transmitido com uma potência assustadoramente arrasante, quebrando a face presente em sua sapuris. Deixando-o furioso, elevando seu punho diretamente ao rosto do atual cavaleiro. 

- Maldito... Agora será você que irá gritar, Mandrágora! - Exclama elevando em um só ponto seu cosmo dourado, no seu punho direito. Uma vez mais este insiste em usar o mesmo golpe, sendo extremamente ignorado. Uma face nova surgia em seu rosto, toda aquela arrogância sumia pouco a pouco ao presenciar a partida de Muriel sem nem ao menos reagir. Em um só desferimento, fora capaz de destruir toda sua vestimenta e deixá-lo à dezenas de metros de onde até pouco momento atrás estavam. Um feito totalmente novo. Se aproximando em passadas largas, o cavaleiro de Áries levanta sua mão, e em seguida guia em sua direção, com inúmeros feches de luz semelhantes à estrelas cadentes o acertando, fazendo-o a ser reduzido a pó, ou a nada.  Enfim sagrava-se vencedor. 

Já havia tido o pleno controle de seu cosmo, e num movimento rápido e quase imperceptível fora sendo levado à cima, não tendo controle de si mesmo. Brevemente o cavaleiro vai recobrando a consciência.  E dar-se conta que havia voltado ao local cujo deu uma grande parcela de seu sangue e energia para revigorar a tão almejada armadura de ouro.  Agora sim, este pudera ser considerado um da elite dos doze cavaleiros que protegem a Deusa da sabedoria.





Última edição por ADM Muriel de Áries em Seg Mar 30, 2015 8:03 pm, editado 1 vez(es)
avatar
Kenshin Himura
Aspirante

Escorpião Mensagens : 260
Data de inscrição : 05/03/2014
Idade : 17

Dados do Saint
Cosmo:
1250/1250  (1250/1250)
HP:
1250/1250  (1250/1250)
Nível: 8

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Ficha de Personagem] Muriel de Áries

Mensagem por ADM Daënna em Sex Mar 27, 2015 4:31 pm

Aparência - Foi bem descrito e não conteve erros gramaticais. Admiro a medida das palavras que faz sem cansar quem lê e muito menos, causa repetições exageradas. 

Psíquico - O mesmo de cima, nada a declarar como incomodo. 

História - O que posso dizer? Bem tentarei não realçar nada errôneo e falar sinceramente : Sua história está ótima! Sim, contém uma boa organização não tem nada faltando ou algo que realmente deva cobrar. Habilidade linguística mesmo que falou com baixo calão bem ativa sem articular coisas "idiotas" ao longo da história e conta bem os fatos. 
TOTAL : Declaro esta ficha aprovada, bom seja bem vindo ao reino de Athena e boa sorte! 

Aguardando Att. 

_________________
Garnet Scarlett, aquatic strategist 
avatar
ADM Daënna
Admin

Aquário Mensagens : 158
Data de inscrição : 25/03/2015
Idade : 17

Dados do Saint
Cosmo:
100/100  (100/100)
HP:
100/100  (100/100)
Nível: 2

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum